CineD exibe Deixe a luz acesa

Programação do mês é dedicada a filmes sobre homossexualidade masculina

Com sessões às sextas-feiras, às 19 horas, o CineD exibe no próximo dia 13, Deixe a luz acesa, de Ira Sachs. A programação do mês de setembro é dedicada à homossexualidade masculina. A entrada é gratuita.

O filme narra a trajetória emocional e sexual percorrida por dois homens que vivem experiências de amor, dependência e amizade. O documentarista Erik (Thure Lindhardt) e o advogado Paul (Zachary Booth) se conhecem casualmente em Nova York.

O que a princípio poderia ser apenas um encontro sexual fortuito, torna-se um relacionamento sério. Quer individualmente, quer como casal, Erik e Paul vivem intensamente todo tipo de riscos, compulsivamente e incitados pelas drogas e pelo sexo.

Numa relação de quase uma década, marcada por altos e baixos e por padrões disfuncionais, Erik procura negociar os seus limites, enquanto busca a sua própria verdade.

deixe a luz acesa

O CineD é uma iniciativa da Associação de Direitos Humanos (ADEH) com Ênfase na Sexualidade e tem o patrocínio do Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis (Funcine) e da Prefeitura Municipal de Florianópolis.

O quê: exibição do longa Deixe a luz acesa, de Ira Sachs. Quando: sexta-feira, dia 13 de setembro, às 19h. Onde: Associação de Direitos Humanos (ADEH) com ênfase na sexualidade. Rua Trajano, 168, 3° andar, Centro, FlorianópolisQuanto: gratuito.

Fonte: Funcine 

Cine D: Cidade dos Sonhos – 21/08/2013

No Cine D dessa semana, será exibido o filme Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive), de David Lynch (2001).

Quando: Quarta, 21 de agosto
Horário: 19h
Local: Sede da ADEH
Entrada franca

cine DSinopse: Um acidente automobilístico na estrada Mulholland Drive, em Los Angeles, dá início a uma complexa trama que envolve diversos personagens. Rita (Laura Harring) escapa da colisão, mas perde a memória e sai do local rastejando para se esconder em um edifício residencial que é administrado por Coco (Ann Miller). É nesse mesmo prédio que vai morar Betty (Naomi Watts), uma aspirante a atriz recém-chegada à cidade que conhece Rita e tenta ajudar a nova amiga a descobrir sua identidade. Em outra parte da cidade o cineasta Adam Kesher (Justin Theroux), após ser espancado pelo amante da esposa, é roubado pelos sinistros irmãos Castigliane.

Evento no facebook: https://www.facebook.com/events/530243313707473/

Cine D inaugura sessão nas quartas

O CineD inaugura neste mês de agosto sessões noturnas com um convidado nas quartas-feiras, às 19 horas, alternadas com as sessões nas segundas, às 12h30. A programação do mês será dedicada à temática da homossexualidade feminina.

Na primeira quarta, 7 de agosto, 19h, será exibido Je Tu, Il, Ella (Eu, você, ele, ela), da cineasta belga Chantal Akerman. A convidada para a sessão é a doutora em história, e especialista em cinema realizado por mulheres, Ana Maria Veiga.

Com um enredo ousado e minimalista, “Eu, você, ele, ela” é o filme mais erótico de Akerman. A diretora e atriz interpreta uma jovem mulher sem nome e sem raízes que embarca em uma viagem. Em seu caminho, casos de amor com um motorista de caminhão e uma ex-namorada.

Na quarta do dia 21 de agosto, às 19h, será exibido Cidade dos sonhos, de David Linch. A convidada é a cineasta e presidente do Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis (Funcine), Cláudia Cárdenas.

Nas duas sessões de segundas-feiras, às 12h30, dias 12 e 26 de agosto, serão exibidos o documentário brasileiro Sou Mulher, Sou Brasileira, sou Lésbica, de Wagner Almeida, eInfâmia, de Willian Willer, com Audrey Hepburn, Shirley MacLaine.

O CineD é uma iniciativa da ADEH, com sessões nas segundas-feiras e com o patrocínio do Fundo Municipal de Cinema de Florianópolis (Funcine) e da Prefeitura Municipal de Florianópolis.

cine D

O Quê: Exibição de Je Tu, Il, Ella (Eu, você, ele, ela), de Chantal Akerman
Quando: Quarta-feira, 07/08, às 19h
Onde: Associação de Direitos Humanos (Rua Trajano, 168, 3° andar – Centro)
Quanto: Gratuito

Texto de: Rodrigo Schmitt
Fonte: Floripa Cult

Sobre a exibição do filme “Kátia”

Ontem (24 de junho), houve o lançamento do documentário “Kátia”, de Karla Holanda, na ADEH. Apesar do frio e da chuva, a curiosidade circulou pela instituição, enquanto queríamos saber: mas, quem é Kátia Tapety?

katia 2

A sessão da manhã foi mais acanhada. Porém, à noite, cerca de 25 pessoas estavam na ADEH para assistir ao filme. Após, houve a roda de conversa característica das Segundas Transtornadas, na qual foram abordados alguns temas referentes ao documentário, à vida de Kátia e impressões das mais diversas.

A realidade do sertão do Piauí; os jogos de força da política interiorana entrelaçados pela presença de certas famílias; a capacidade criativa de Kátia, que era agente de saúde, “arrancadora de dentes”, vereadora, mãe, cuidadora, criadora de animais. Além disso, o posicionamento político LGBT, os encontros, as discussões, as possibilidades de as T’s terem mais possibilidades de caminhos.

katia

Enfim, a simplicidade de Kátia que toca a todos nós na nossa própria simplicidade. O filme foi uma experiencia interessante e profunda, por vezes cômica, de modos de vida desse Brasil tão imenso, que nos permitiu sentir um pouco dessa imensidão de vidas do Piauí, de Kátia.

Texto de Maria Luiza Rovaris Cidade

Lançamento catarinense do documentário “Kátia”

Na próxima segunda, dia 24 de junho, haverá o lançamento catarinense do documentário “Kátia“, dirigido por Karla Holanda, no Floripa Cine D. O lançamento será na sede da ADEH, nos horários de 12h30 e 19h.

katia-tapety

O filme retrara a vida de Kátia Tapety, nascida numa pequena cidade de 8 mil habitantes no sertão do Piauí. Kátia tornou-se a primeira travesti a ser eleita a um cargo político no Brasil. O lançamento nacional do filme foi na última semana e a ADEH, em parceria com o Funcine, orgulhosamente traz o documentario para ser exibido em SC.

katia simples

Veja o trailer:

Filme sobre 1ª travesti eleita a cargo político roda o Brasil e emociona

Escrito por Neto Lucon

A piauiense Kátia Tapety, hoje com 64 anos, é pau para toda obra. É mulher, macho, tudo, como costuma dizer. E também a primeira travesti a ser eleita em um cargo político no Brasil. Sua história de luta e conquistas dentro de uma região religiosa e conservadora tornou-se filme, Kátia [2012], da diretora Karla Holanda, que atualmente roda o Brasil e emociona os espectadores.
 
katia_topo
 
Kátia nasceu em Colônia, uma pequena cidade de 8 mil habitantes no sertão do Piauí , e enfrentou o duro preconceito do pai quando seu comportamento feminino e a vontade de exercer tarefas como lavar roupa e fazer comida começaram a serem observados. Única trans de oito irmãos, passou a infância e adolescência reclusa e apanhava até mesmo quando ia à igreja.
 
“Minha mãe sempre me aceitou do jeito que eu era, foi uma santa e nunca me bateu por causa disso, mas meu pai me bateu muitas vezes. Não estudei [como meus irmãos], porque meu pai me discriminava, me tirou da escola para não fazer a vergonha à família. Estudei com professor leigo, em casa mesmo”, conta no filme.
 
Na infância, era chamada de Zé Mulher ou Mulherzinha pelos amigos por gostar de brincar de boneca, enquanto os meninos geralmente brincavam jogando bola. Mas, no fundo, não se importava com as maldosas referências e até gostava. “Eu aceitava numa boa, pois na realidade [mulherzinha] era o que eu queria ser”.
 
O fato é que anos depois – e os detalhes estão todos contados no filme, tem que assistir! – Kátia se libertou, conquistou respeito e o carisma da cidade e passou a ser vista como uma respeitosa dama. Mais que isso: foi eleita a vereadora mais votada do município por três vezes seguidas desde 1992 e exerceu o cargo de vice-prefeita entre 2004 e 2008.

“Tem homem muito macho no Piauí, mas todos me veem como uma senhora, não me veem como ‘ó, o veado’. Eles me respeito: ‘ali é dona Kátia, a vice-prefeita, é casada, é mãe de filho”, revela ela, que foi casada durante mais de 20 anos, se tornou mãe de três filhos e promoveu um lar tradicionalíssimo. “É uma família igual às outras, respeitada igual às outras, católica. Nós reza”, afirma. 

 
katia (1)

Hoje, Kátia é funcionária pública e atua como “faz tudo”: parteira, líder comunitária, assistente social, motorista, agente de saúde e até vaqueira. Uma fantástica volta por cima.

ATUALIZAÇÃO: O filme será exibido gratuitamente na segunda-feira, dia 24 de junho, às 12h30 e às 19h,  no Cine D, em Florianópolis [Rua: Trajano, 168, 3º andar, sala 303. Ed Berenhauser – Centro].